quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MELHOR ESPETÁCULO CAPIXABA DE 2009


Foram revelados ontem os ganhadores do Prêmio Omelete Marginal 2009, e o espetáculo "Boulevard, 83" levou a Frigideira de Ouro na categoria de melhor espetáculo teatral.


Parabéns a todos que constribuíram para o sucesso do trabalho, elenco e equipe.


Colhendo os Louros


e mais uma boa notícia...


"Boulevard,83", foi escolhido como Melhor Espetáculo de Teatro deste ano no Prêmio Omelete Marginal.


Obrigado a todos que votaram e que participam efetivamente da movimentação artística local e nacional!


aquele abraço!

domingo, 13 de dezembro de 2009

EDITAL DE DRAMATURGIA 2009



Esta semana tive uma das grandes notícias da minha vida! Não tenho muitos leitores por aqui, mas ainda sim é uma maneira de externar a minha alegria.


Fui escolhido como vencedor do edital de dramaturgia com o "ROSA NEGRA", processo que selecionaria textos teatrais inscritos em que o prêmio seria um auxílio financeiro para posterior montagem. Os curadores são ícones do Teatro Nacional: José Renato Pécora, Alcione Araújo e João das Neves.


É muito bom saber que minha produção dramatúrgica foi reconhecida e que ela é digna de nomes tão importantes do cenário nacional.


E pra finalizar, finalmente consegui me livrar da Universidade Feeral do Espírito Santo, nesta sexta feira apresentei minha dissertação e obtive nota total no trabalho que é a justificativa e a argumentação estética e teórica da direção do espetáculo Boulevard,83. E toca a vida!




Nem sempre consigo


é pra falar a verdade?

ela me assusta... é, a verdade!Sim, mas vamos lá! a mente da gente é tão esquisita... eu não gosto de você, não da maneira que era... e nem ao menos é platônico. Mas mesmo assim todo dia eu acordo eu me obrigo a não lembrar. Porque essa é avontade. Não lembrar mais. De nada. Nem do cheiro.Ah você cheira tão bem. Então depois eu penso que não devo mais lembrar também da voz grave, final da conversa da madrugada, aquela já com falta de bom humor, enquanto esfrega o cabelo e o olho. Porém seja tão sexy! Tento não lembrar da risada, até porque a gargalhada é feia, há de concordar. Nos dias mais cinzentos, tento não sorrir quando lembro das pernas, e das mãos também. Depois de tudo isso, ainda consigo lembrar o cinismo, a mentira, as loucuras e sumiços. A dissimulação, a falsa dependência, manipulação. E por último eu tento lembrar o motivo de eu ter gostado tanto. Nem sempre consigo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Arrebatamento



As almas chegarão ao Aqueronte um rio de correnteza contrária uma mistura terrível de água e sangue pra onde todas as almas devem seguir. De sabor totalmente amargo, que nos fará delirar e agradecer a maldita morte por nos ter levado. Repetindo em mantra toda dor causada e sentida.

E uma prostituta montada numa besta escarlate fará cumprir o arrebatamento.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

De mim


algumas coisas foram acontecendo nesse tempo
em que andei sozinho
em que andei procurando
sempre acreditei numa verdade uma paixão que me colocasse a prova
mas é complicado me salvar de mim mesmo
mas eu ainda espero que um dia
um ardor na pele me consuma
um tremor na perna e na goela
uma aflicao na barriga e nos pés
aquela tensão na boca.
o sorriso sem graça e ate idiota
uma cara apática
uma sensação única
uma vez mais
não me pergunte porque eu to chorando
somente você sabia manter o meu sorriso
sabia me salvar de mim mesmo
é difícil
o relicário quebrou
e por mais que sejam 5 anos
não existem 10 minutos que eu fique ileso
de mim mesmo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MINTA



Eu sei que não está cedo
Esta noite sei que pode haver despedida
Mas eu posso estar enganado de novo
Eu não sei se nunca mais vai me magoar
Essa incerteza está me matando.
É isso que tem que fazer:

Diga-me coisas legais
Minta quando não quiser me ouvir,
Minta, porque é isso que deve fazer,

Eu não sei, mas quero que faça isso mais uma vez
Respire fundo
Me olhe mais uma vez
E finja que eu não quero nunca mais
Por favor, minta só mais um pouco
Tente.
E diga que vai ficar.
Mesmo que me magoe
Não se sinta culpado
Mesmo que me mate aos poucos
A verdade já esta me matando.
Minta que assim fico melhor
Me salve de tanta dor
Uma pequena desculpa
Por favor,
Antes de eu te perder
Uma pequenina desonestidade
Aquela falsidade, deslealdade
Tanto faz,
Me dê mais motivos pra eu lembrar de tudo.
Me promete: vai mentir pra mim

Desta vez
Diga que vai ficar
Que dessa vez vamos poder
Diga que eu estava errado
Eu não me importo mais

Mas por favor minta pra mim
Que vai tentar...
...Só dessa vez.
Eu aceito qualquer culpa e mentira,
É só fazer o que sempre fez.
É só mentir pra mim.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BOULEVARD,83 RECEBE 5 INDICAÇÕES AO PRÊMIO OMELETE MARGINAL 2009





Após o sucesso do espetáculo "Boulevard,83" no Festival Nacional de Teatro "Cidade de Vitória" no dia 18 de Outubro quando 650 pessoas lotaram o Teatro Universitario, e assistiram a peça e a entrega do Troféu pelo incrível João das Neves, ícone do Teatro Nacional.





O Prêmio Omelete Marginal em sua segunda edição revelou os indicados para escolher os melhores de 2009.





E o espetáculo Boulevard, 83 é líder em indicações, são cinco no total. Melhor espetáculo teatral, melhor diretor e ator para Leandro Bacellar (Zac Hemingway), melhor atriz para Nívia Carla (Joe Jocker) e Revelação de Teatro para Allan Toni (Willian Lee).



Os premiados receberão o troféu no dia 15 de dezembro de 2009 em Vitória, e vocês podem participar votando no site oficial do prêmio: http://www.omeletemarginal.com/.



Para quem ainda não assistiu, haverá a última oportunidade para conferir o trabalho a partir do dia 07 de novembro no Teatro Galpão até o dia 29. Sábados às 20h e Domingos às 19h. Informações pelos telefones 9806-0816, 9965-9965 e http://www.teatroemporio.com/ site oficial do Grupo Teatro Empório.

Segue o vídeo de trecho do espetáculo, apresentação do dia 11 de outubro de 2009 no Theatro Carlos Gomes Vitória -ES.


BOULEVARD,83 RECEBE 5 INDICAÇÕES AO PRÊMIO OMELETE MARGINAL 2009







É com grande orgulho que este blog desvia de sua vertente principal e comenta uma alegria muito grande parta o Grupo Teatro Empório:






O Prêmio Omelete Marginal em sua segunda edição revelou os indicados para escolher os melhores de 2009.






E o espetáculo Boulevard, 83 é líder em indicações, são cinco no total. Melhor espetáculo teatral, melhor diretor e ator para Leandro Bacellar, melhor atriz para Nívia Carla e Revelação de Teatro para Allan Toni.






Os premiados receberão o troféu no dia 15 de dezembro de 2009 em Vitória, e vocês podem participar votando no site oficial do prêmio: http://www.omeletemarginal.com/.





Para quem ainda não assistiu, haverá a última oportunidade para conferir o trabalho a partir do dia 07 de novembro no Teatro Galpão até o dia 29. Sábados às 20h e Domingos às 19h.





Segue o link de um vídeo do espetáculo, apresentação do dia 11 de outubro de 2009 no Theatro Carlos Gomes.






terça-feira, 27 de outubro de 2009

É tão fácil


Certa vez
Não é como penso
É diferente as vezes
Engraçado até
Uma poesia de poucas palavras e sem rima
Sem prosódia
Sem música
As vezes a vida é só uma janela com uma paisagem bonita que você venera
Paro ali
Naquela estação
Vem e vão pessoas
Uma delas lhe chama atenção
Sempre tem uma
Você fixa o olhar
Penetra
Tenta desvendar
Sorri e o escambau
Pisca, parece estar até com um cisco
Ufa! Consegue falar um oi.
Dali nada acontece
Nada.
Como numa pintura do Dalí.
A pessoa vira
Incrivelmente você nem se curva
Nem se importa tanto
É interessante
Jocosamente foi tão fácil ter mais uma história.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

antes do por do sol


Todo mundo deseja viver um grande amor daqueles arrebatadores cenas brancas de céu azul um sorriso á esquerda que traduz tudo um elogio a beleza singela Todo mundo deseja nem que seja um pouco que haja sorrisos numa viagem numa brincadeira inofensiva que sempre terminará num beijo Um abraço apertado aperto de mão olhares encontrados no meio de uma pequena multidão ou só a dois Todo mundo espera que haja um amor atrás da porta que ele venha de uma maneira ou outra as vezes nem precisa ser perfeito é preciso fazer concessões ao acaso É aquilo que sempre pensei não estamos a procura de nada as coisas só devem acontecer e permanecer por um tempo as vezes é longo ou curto mas todo mundo deseja um amor e querem que dure pra sempre e ele sempre dura ele sempre estará ali numa pequena lembrança num pequeno elemento avistado em qualquer hora do dia que te faz lembrar de dias ensolarados com largos sorrisos de beijos felizes e apaixonados trocados antes do por do sol.

sábado, 26 de setembro de 2009

MOMENTO CAFONA

"...Quem viveu um amor de praia me diz?
Se é ilusão que um dia vou ser feliz,
se não der certo , continuo a sorrir.... "


Música cafona, pra um momento cafona.

Precisa dizer alguma coisa? Brinde comigo! Viva a solteirice!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

HOJE MATEI UM VAGALUME


matei um vagalume

bateu uma tristeza

foi sem saber

ele pousou

bati

esfarelou

virou luz

numa folha de papel branco,

puro neon.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CHOQUE

Ao sair de uma boite na sexta feira em Vila Velha, por volta das 4:30 da manhã, alguém me chama na rua pelo nome. Eu atendi. Olhei e foi quando dei de cara com a Carla, uma menina que em minha memória era alegre, meio louca, baixinha e gordinha... Com a qual tive contato durante o ano de 2002 na Escola de Teatro e Dança FAFI.

Ela me abordou e primeiro me pediu um cigarro, que eu dei, ela estava realmente muito magra, com a pele bastante deteriorada e com os dentes cinzas e corroídos, como se fossem vários caninos.
Fiquei bem assustado, quando logo apareceu um moço de aparência também bastante degradada que ela apresentara como o Marido. Então, começou a conversar tentando forçar uma certa naturalidade, me perguntou se eu ainda trabalhava com teatro etc. A convidei para ir ao Teatro ver a minha peça e logo disse que não tinha dinheiro...
Tentei explicar onde seria a sessão mas ela não se lembrava onde ficava o Carlos Gomes! Muito embora na época que a conheci, e que conheci sua família e sua casa, chegamos ir juntos ao mesmo Theatro, e ela fosse quase vizinha do prédio.
Foi então que ela finalmente se colocou como moradora de rua e usuária de drogas, mas não em assumir o fato, mas pela mudança de comportamento e discurso. Ela não estava guardando carros, pois havia outros lá já fazendo isso, ela estava simplesmente sentada na rua, quando me chamou.

Me pediu um real, e eu dei. Falei pra ela ficar com Deus e tomar cuidado, e fui pro carro, me seguiu e antes de abrir a porta ela me pediu mais três reais já com o discurso totalmente diferente, já com aquele tom intimidador de morador de rua, insinuando que eu estaria "todo rico" (indicando minha roupa) e que eu teria mais dinheiro para dar a ela; apontou para meu bolso, "tem mais dinheiro aí" disse. Desconversei , perguntei pra que ela queria o dinheiro e me disse que ela não sabia sobre o marido, mas que ela queria comer alguma coisa...
Não consegui negar os três reais.
Fui embora, com uma sensação horrível, realmente acabado... Obviamente pelo estado de degradação em que se encontra suponho que hoje deva consumir crack, como muitos aí pelas ruas. Principalmente pela localidade que estava, as roupas e o modo muito peculiar.
É claro que meu desabafo pode ser muito particular, os que conheceram aquela jovem, e com quem posso dividir essa história.

Eu fiquei tão triste, tão chateado, sabe? Nunca passei por uma situação dessas, nunca tive um choque de realidade tão impactante e que levasse realmente a uma tristeza sem paradeiro, de um problema que até primeiro momento não é meu.

Infelizmente a única coisa que podemos fazer é lamentar e rezar para que ela tenha paz em seus dias.

terça-feira, 18 de agosto de 2009


respiro fundo te olho você tira a camisa ai que raiva não consigo tirar o olho você sorri é meio estranho eu sei mas não consigo tirar o olho sorrio meio envergonhado pudera não sei se compartilha mas eu aprendi a compartimentar entendo que não pode dizer ao mundo mas eu já disse não vejo problema por mais que seja difícil olho outra vez sofro não posso falar ainda é muito recente esnobo finjo não querer nada faço hora com sua cara mas eu olho de canto de olho sei que pode ser bobagem mas não importa toda aposta é assim o resultado é enébrio eu cheio de vontade fico você põe a camisa me mata é tão idiota cheio de bobagens e manias crédulo de uma boa aventura termino sorrindo esse texto pequenino e cheio de rosetagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VOU TENTANDO


(zueira de trânsito) Viajo pela manhã tarde ou noite às vezes pelos três acordo os dentes já escovei banho tomado Saio Busco cedo ou mais tarde alguma informação para que não banque o estúpido diante de toda parafernália internética subo três vãos de escada e estou na minha mesa quero e não quero olhar o que tem pra fazer resolvo que faço e dali sigo em busca do relógio para averiguar as horas que NÃO passam sugiro novas maneiras de fazer aquele relatório mas como sempre a burocracia entende que o caminho deve ser o mais difícil pois assim evita-se o erro desço tomo um café volto pra mesa decido descer e acender um cigarro fumo volto a pensar no que fazer faço mais coisas que não são da minha jurisdição sigo loucamente atribuindo a mim mais responsabilidades administrativas que deveria faço funcionar penso em qual novo trabalho teatral devo me enforcar penso volto penso mais desço fumo outro cigarro quero e não quero parar de pensar no que me dá mais prazer penso em sexo também em vários sexos penso em porque não farei naquela noite hoje amanhã talvez olho pro celular e a hora não passa vejo uma idéia uma mulher ao fundo vai falando de contra meu ouvido penso que dela devo escrever ou penso que talvez a voz ao fundo seja a protagonista tento forçar uma cena uma situação mas não rola por mais que eu queira ser genial a frustração minha e das outras pessoas ao meu redor me deixam assim incoinsolável quero e não quero dizer coisas que penso a todo mundo mas não consigo porque infelizmente tenho uma boa educação e acredito em princípios de ética e boa postura volto a pensar ali na mesa sobre processos carimbos canetas ordens notas opa voltei a trabalhar e então vejo olho pro chefe pro sub chefe pro faz nada pro faz tudo e pro lado olho pra mim pronto fiz o que tinha pra fazer são seis horas vou descer fumar um cigarro e pegar meu ônibus pronto antes de dormir penso e o resto? durmo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

NEW PARIS CITY É UMA FESTA - Por Saulo Ribeiro.

O Dramaturgo Saulo Ribeiro escreveu uma crítica a respeito do espetáculo, segue na íntegra:




Assisti Boulevard 83, musical do Grupo Teatro Empório, num domingo de chuva fina e indecisa. Apesar disso o Teatro do Sesi estava lotado. Hoje, outro domingo, desta vez de chuva decidida e grossa, resolvi escrever a respeito.Antes de tudo um adentro: detesto musicais. Considerando o nome do espetáculo e a sinopse jamais veria. Mas tinha o dedo do Empório. Fui. Saí de lá com uma grande exceção ao primeiro dito: adorei.
Tudo começa quando um cabaré mergulhado em dívidas ameaça fechar. Sua trupe de artistas se mobiliza em um último show em que apostam todas as fichas para arrecadar dinheiro e salvar o lugar, capitaneados pelo malandro pós-decadentista Zac Hemingwai. O Boulevard 83, nome da casa, de acordo com o que nos diz a encenação, é o único lugar onde não há prostituição em todas os cabarés de New Paris City. Nisso, perdão, não me convenceram. Mas, por outra, faz parte do show, de uma época em que as primas disfarçavam sua meretrice nas artes. Hoje, pena, todas são todas eternas universitárias. Reside aí uma sutil ironia da encenação, mente-se tão bem que isto se torna um dos sustentáculos do espetáculo.

O musical
Neste ponto, o da ingenuidade dos personagens num mundo tão torpe e cheio de mafiosos e gangsteres, o musical se filia ao modelo leve e despretensioso de algumas produções da Broadway (não todas, frise-se), tendo como maior objetivo, pena que com recursos financeiros infinitamente menores, o entretenimento do público numa produção bem cuidada e de qualidade. Apesar da linha ser esta, o experimentalismo com outras estéticas tornam tênue a sua classificação apenas como um musical e enriquecem a encenação. Esta é, em suma, a proposta executada magistralmente pelo grupo.
Dandismos e decandentismo



A peça agrada em cheio nos diálogos estéticos que produz. O universo de prazeres dos personagens, o falar cotidiano vários graus acima do natural, e sua certeza de que os tempos estão perdidos e que só resta o cabaré, e depois dele nada mais fará sentido, tudo isso faz paralelo com certo decadentismo tardio, produto do final século XIX, de qual Paris, um dos cenários inspiradores da produção, foi a receptora e difusora para o mundo. No cenário e figurinos, um certo olhar sobre o dandismo, também tardio. A mentira como recurso permanente resultando na pureza dos mais desprezíveis homens noturnos. É justamente aí que o discurso antiprostituição desaba. As mulheres da peça, salvo quando cedem a pieguismos intrínsecos a certos tipos de musicais, são aquilo que o poeta Baudelaire defendeu quando disse que a mulher deve parecer mágica e sobrenatural, deve transformar-se em ídolo e colher de todas as artes os meios de elevar-se acima da natureza.

Forma e formato

A encenação é construída sobre um único espaço cênico, modificado de acordo com elementos de cena conduzidos pelos próprios atores ou sob cuidados de dois versáteis mordomos-garçons-coringas que produzem eficiente solução cênica e beleza. A iluminação é perfeita e traduz todo clima deslumbrante de Cabaré quando necessário, respeitando as nuances inerentes à decadência presente. Sobre a música tenho pouco a dizer, pois sou aquilo que chamam de “analfabeto musical”. Mas sinto harmonia e sintonia com a proposta de direção e concepção visual. A trilha executada ao vivo no piano de Elenísio Rodrigues nos transporta efetivamente para New Paris City, universo construído pelo Empório. Os atores dão conta do recado, recado dificílimo de se transmitir, aliás. Cantam, dançam e representam de verdade. De verdade mesmo. Daria para citar todos, mas destaco aqui Nívia Carla, no papel de Joe, a dona do cabaré.DramaturgiaO texto possui uma certa falha na resolução dos conflitos que ocorrem no segundo ato, fragilizando um pouco o esqueleto dramatúrgico, coisa que em nada prejudica a sua qualidade, pois os diálogos são inteligentíssimos e muito bem posicionados. Incomoda a grande quantidade de cacos, a peça não precisa deles. Porém, em casa cheia e platéia receptiva permitem-se certos pecados em nome do público.

Fini

À guisa de término do texto, afirmo que Boulevard 83 está entre os melhores trabalhos que estrearam no estado nos últimos anos. A coerência entre o proposto e o realizado resultam num trabalho sério e de muita qualidade, merecedor de longa temporada e grandes platéias. O elenco do Empório consolida-se como exemplo da maturidade e gênio de uma nova geração no teatro capixaba.

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Neste fim de semana , estive no Rio e consegui fazer parte de um grupo para visitar o Theatro Municipal, junto a atriz e produtora Luana Eva tive uma das mais agradáveis tardes dos últimos tempos.

O Theatro, uma jóia em plena Av. Rio Branco, está sendo restaurado, reformado e modernizado. As obras estão previstas para finalizar em novembro deste ano, apesar de não achar possível estão aí algumas imagens:

quarta-feira, 29 de julho de 2009

TEMPOS MODERNOS?

Mais um dia. Acordo, cumpro meu dia, vou para o trabalho e volto pra casa e torno a trabalhar até a madrugada. O tempo vai passando...


E por que hoje resolvi escrever? Porque eu Tô esquisito. Serão esses tempos modernos? De paixões momentâneas? É incrível... Tudo é tão vazio...


É claro que ninguém é obrigado a querer ninguém. É claro que ninguém é obrigado a ser de alguém. Todavia é inerente ao homem querer viver a dois, compartilhar angústias, alegrias, raivas, enfim, toda a sorte de bobagens.

Me sinto perdido, angustiado nessa coisa toda. Sinto um vazio nas pessoas como nunca, e é claro que isso é resultado desse tempo em que vivemos, em que tudo é muito rápido, tudo é muito efêmero. É incrível que existam pessoas que vivem paixões de uma noite, e até de uma hora. E eu não estou falando daquele tesão sinistro que te leva ao motel e você descarrega burocraticamente suas vontades, estou falando de gente que vive realmente uma paixão de uma hora. E depois ainda escreve em algum meio de diversão virtual que "foi bom enquanto durou" ou "um momento bom é um momento eterno". Meu Deus isso é uma maluquice sem tamanho. É um abuso ao pensamento social e coletivo.

Imagino que daqui a um tempo ficará impossível realmente encontrar alguém para dividir afinidades, sexo e saliva. Às pessoas são fracas, a tudo. Se enfraqueceram, não conseguem tolerar as outras, conversar, dar-se bem. Beijam um aqui, mas o amigo dali do lado é uma graça, e ele é um alvo em potencial... Mas alvo para o que? Que busca é essa?

Afinal o que é que as pessoas estão buscando??? Será que alguém responde? Acredito que daqui há algum tempo chamarão a nossa era , da era do VAZIO. nada é em profundidade. Tudo, absolutamente tudo é raso. Estamos tratando tudo superficialmente, nada é levado á um tom de peso. E estou falando de amor sim. Porque eu não entendo essa merda mais. É claro que já amei. E enquanto amei, foi fantástico, eu era feliz demais, muito, muito, eu tinha uma referência, eu sabia que eu tinha alguém para contar em qualquer momento, porque antes de tudo eu acreditava que havia respeito, amizade, parceria e lealdade. Eu podia contar a qualquer hora. eu tinha ali do meu lado a força , o tempero, o destempero, o prazer, a apoteose e o funeral. Era fantástico. houve um ponto final, porque o amor acabara. Não da minha parte. Resisti apaixonado e crédulo até o fim. E hoje, esse amor virou referência para tudo. Sim para tudo, para qualquer tipo de convivência a dois que eu viesse/virei a ter. E isso é muito maluco , porque eu é quem foi o traído; e do jeito que falo parece que foi ontem? Não foi. Meu casamento acabou há 5 anos atrás. E se eu amo ainda? Não, não mais. Custou, mas Passou. Aquela experiência, foi a maior e mais recompensadora da minha vida.

E me pergunto: passaram 5 anos, e nada? Não vai acontecer de novo? Não vou ficar envergonhado na frente de alguém que eu queira? Não vou mais lutar para ser visto, notado? Me arrumar todo, para que veja bonito? Não vou mais receber um beijo de "oi". Não vou mais ter que reclamar de dormir de concha (O-D-E-I-O- D-O-R-M-I-R- D-E-C-O-N-C-H-A)... quando é que algum vai aceitar que me quer e viver isso, e não encher de problemas o mundo para impedir uma coisa que ele só não deseja, porque é óbvio que o outro está esperando algo no mínimo diferente? CARA, EU NÃO SEI QUE MERDA É ESSA. Mesmo!

É uma volatilidade de sentimentos sem fim, tudo é rápido, é prático demais. Durante esses últimos 5 anos em que meu coração parou de bater, apareceram várias oportunidades, e um exército de gente maluca, realmente doida, que num dia fala que te ama, e depois some, ou então querem você e mais meio mundo, mas ao invés de assumir isso, falam que te amam, que te querem de qualquer jeito mesmo que não seja verdade, mas estão mentindo pra si mesmos por quê? Por que dizer que ama , se não está sentindo? Por que parafrasear uma coisa, que não existe?

Eu acho que as pessoas ficarm burras, estúpidas! Se perderam dentro de tanto poder! estão cegas, porque podem experimentar de tudo numa fração de tempo muito curta. Mas esquecem-se que a solidão é terrível, a solidão machuca... a solidão de verdade dilacera o peito. Porque o ser humano não consegue ficar ilhado em si mesmo. Não consegue se enjaular, pois não é de sua natureza. Eu não sei onde esse mundo quer chegar com essa cultura absurda de negar que somos seres sociais.

Quero saber quando vou poder de novo, rir sozinho no trânsito por causa da lembrança de uma piada ínfame, dos sorrisos, dos mau-humores, das conversas pseudo-sérias e políticas, de ouvir histórias cabeludas da família que é quase minha... Quero sair de mãos dadas, quero ver Tv junto e reclamar do canal, quero brigar de manhãzinha por causa do cobertor e arranca-lo depois pra fazer o sexo matinal... Ouvir sininho, beijar o sapo, sentir mariposa, tremer na base...

terça-feira, 7 de julho de 2009

contínuo




Uma vontade enorme de chorar


está tão frio


e não adianta


nem sei porque


um cansaço sem fim


uma dor que não pára


não pára


e não perdi ninguém


não briguei


não me dei mal essa semana.


Mas tô assim... Parece que me falta algo.


E a vontade fica, lateja, setencia meu dia


E batendo no canto da cabeça uma idéia


fixa


que não me larga


mas não corre


não anda


tá presa


não sei o que faço.


penso, penso


e não desisto.


Mas o pior é que eu nem sei o porque.


E contínuo,


continuo


com uma vontade enorme de chorar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Moacyr Goes: Teatro e vanguarda


Moacyr Goes: Diretor de teatro e cineasta




Rio - O teatro sempre evoluiu puxado pelo trabalho de grupos e companhias. Ao longo da história, a dramaturgia, os atores e o espetáculo se desenvolveram pela vanguarda do trabalho em grupo. Shakespeare teve sua companhia e sem ela dificilmente teria escrito tanto e tão bem, pois é no exercício contínuo que é possível aperfeiçoar a técnica e sofisticar a elaboração temática. Molière teve seu grupo, assim como Brecht, Stanislavski e outros que mudaram o teatro moderno.
Por aqui, foram as companhias estáveis que também fundaram o moderno teatro brasileiro, e os grupos avançaram na invenção de uma cena contemporânea. Numa cidade como o Rio de Janeiro, no panorama teatral devem conviver grupos profissionais estáveis e produções comerciais.
E como isso se dá? Através do reconhecimento pelo poder público da importância do trabalho de longo prazo dos grupos e da necessidade de sua sustentação.
A produção dos grupos e companhias tem outra referência da comercial: a investigação de linguagem e a abordagem mais profunda de suas temáticas. Isso, sem prazo longo, é impossível, porque seu modo de produção não interessa ao mercado comercial.
Na nossa realidade, os grupos e as produções comerciais se embolam na luta por patrocínios e espaços. Por isso, é muito importante que as políticas públicas reconheçam as especificidades e criem mecanismos diferenciados.
Essa é uma sugestão que faço tanto a Adriana Rates quanto a Jandira Fegalli, secretárias de cultura do estado e do município. E creio que ambas sabem disso. O que não sei é se seus orçamentos dão para tal empreitada.



http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/html/2009/6/moacyr_goes_teatro_e_vanguarda_15973.html

quinta-feira, 2 de julho de 2009

CHATICE




De tudo que posso crer,

creio menos a cada dia nas pessoas

não são todas

mas não confio...

lero, lero

faço que olho pra cima

e ignoro

sorrisos amarelos

só bobagens

traduzo um pouco

percebo

caio fora

tanta gente chata



BOULEVARD 83 TRAZ DE VOLTA O GLAMOUR DOS CABARÉS







O Grupo Empório de Teatro volta aos palcos capixabas com o novo espetáculo “Boulevard, 83”. Trata-se de um musical que faz a releitura plástica e estética de cabarés de várias épocas. A idéia da montagem surgiu com bases no glamour da década de 30 do século passado, mas movimenta-se por mais cinco décadas: de 1890 a 1940.





A trama se dá em torno da história de François Jocker e Joe Jocker, proprietários do endereço da casa de espetáculos mais antigas da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York).




Após a morte de François Jocker, que aparentemente era rico, é feita a leitura do testamento e os artistas que trabalhavam e moravam na casa descobrem que ele, na verdade, estava falido.
Com a casa hipotecada, todos passam a temer uma ordem de despejo. Para solucionar o problema, os artistas se unem e resolvem montar um show de reabertura do Boulevard e tentar conseguir oitenta e três mil "Francos Dolados" para quitar os títulos da hipoteca. Porém, ninguém contava que a maior cafetina da cidade, Divine Lemitré, em parceria com o maior gângster da Califórnia, Jam Montola, faria de tudo para conseguir ficar com a casa e transformá-la no maior bordel de New Paris City.







“Boulevard, 83” transita por diversas escolas teatrais, mas concentra-se principalmente no realismo fantástico e na comédia bufa, chegando a uma mistura excêntrica de gêneros.
A pesquisa musical ficou por conta de Elenísio Rodrigues que apropriou-se do erudito, jazz, blues e ragtime para compor 12 músicas em parceria com o diretor e ator Leandro Bacellar.
Com um figurino rico em rendas, plumas, meias arrastão, entre outros adereços, o elenco coloca todo o seu vigor em cena com marcações fortes e sensuais. A produção, que levou quase dois anos para ficar pronta, conta com uma equipe de aproximadamente 70 profissionais.
Ficha Técnica – Boulevard 83
Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Josimar Teixeira, Kalina Aguiar, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila Porto, Mell Nascimento, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka e Werlesson Grassi.
Dramaturgia e Direção: Leandro Bacellar
Direção Musical: Elenísio Rodrigues
Músicas: Elenísio Rodrigues – Leandro Bacellar
Direção de Produção: Luana Eva
Direção de Arte: Kênia Lyra
Coreografias: Tadeu Schneider
Preparação de Canto: Patrick do Val
Iluminação: Thiago Salles – Overlan Marques
Cenografia: Leandro Bacellar
Figurino: Luana Eva
Produção Fotográfica: Jove Fagundes

Fotos de Cena: Luana Berreto e Luara Monteiro
Orientador Dança de Salão: Teresa Loofredo
Site: Franco Dalto.
Patrocínio: Lei Vila Velha Cultura e Arte – Hiper Export





GTE - GRUPO TEATRO EMPÓRIO


O GRUPO

O grupo Teatro Empório – GTE surgiu em 2003, quando estreou a peça "Quase Famosos", uma comédia sobre o desejo pela fama entre os jovens. Em 2006 estreou o espetáculo "O amor em muito mais que preto e branco" que rendeu o prêmio no VII Festival Nacional de Teatro de Guaçuí de Melhor Espetáculo - Júri Popular, neste mesmo ano.
O grupo pesquisa diversos elementos para a busca de uma linguagem própria e de uma estética ímpar. Essa peregrinação levou os integrantes a procurarem o circo, o realismo, surrealismo, expressionismo, artes plásticas, música entre outras referências para compor o novo trabalho: “Boulevard 83” que subirá aos palcos em 2009.


REPERTÓRIO


QUASE FAMOSOS



O espetáculo “Quase Famosos”, escrito e dirigido por Leandro Bacellar, estreou em 2003 com a missão de mostrar um trabalho bonito, atraente e inteligente, e levar o público jovem ao teatro. Contando a saga de jovens que procuram a fama de qualquer custo, essa comédia de situação possuía atributos de stand-up comedy e levava à platéia imitações e um time enlouquecedor. A idéia superou as expectativas, levando o espetáculo a vários teatros da Grande Vitória e do interior, um sucesso real de público no Estado do Espírito Santo.


O AMOR EM MUITO MAIS QUE PRETO E BRANCO



“O amor em muito mais que preto e branco” foi a possibilidade encontrada pelo grupo Teatro Empório para pesquisar o realismo como estética. Com base nos métodos tradicionais de interpretação, texto e direção de Leandro Bacellar, os atores Danielle Pansini, Luana Eva e Leonardo Freire em 5 movimentos representavam a história de Marco Aurélio, que se apaixona pelo melhor amigo Beto que passa a namorar Tamires que é a melhor amiga de Gisele que por sua vez namora Marco Aurélio. Este espetáculo conquistou o prêmio de MELHOR ESPETÁCULO JURI POPULAR NO VII FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ-ES/2006.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pathos


O que em nome da paixão somos capazes?


de quem falamos ? mulheres, rapazes?


solitários, enfermos


apaixonados, cometem palavras vis


em nome do que?


toda paixão pode ser prejudicial


a mim, a ti.


E onde fica o resto?


é , resto do mundo? Fica fora.


Fica fora do meu umbigo?



ps.: Cada ser homem, deve entender o que lê diante somente do que está escrito.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A CURA


Havia um homem de poucos gestos que estava por aí

um pouco acabado

transtornado pelos fatos da vida

cruéis.

Um homem revoltado que falava manso,

gesto tão pequeno.

Um homem , que andava lento,

que dobrava o olho só de pensar na dor

sofria só de ouvir algumas palavras amargas.

Mas seu medo não funcionou.

contrariado por mais um advento do destino

descobriu que não há do que se precaver

descobriu que o problema do mundo é o homem

o problema do mundo é realmente as ações, as palavras,

ah as palavras.

as dissimulações

as mentiras.

Mas houve uma noite

de pouco sono

com letras, ações e pequenos gestos.

sutis.

Ele descobriu que se curou.

se curvou diante de seu incrível crescimento

teve certeza!

Absoluta.

Se amou mais uma vez. e mais e mais.

Com suas pontas dos dedos se descobriu mais uma vez

se olhou no espelho e sorriu.

adormeceu e acordou muito melhor!




sexta-feira, 19 de junho de 2009

CARTA - RESPOSTA




Sabe qual é o problema?


é a beleza.


é toda a maneira com que fala,


que traduz os anseios


em que me olha


o jeito que diz baixinho


que namora


minha doçura se esvai por medo.


paura de causar má impressão


fico pensando em ligar


falar que tô com saudade


de dizer que quero ver


de ver e dizer que quero tudo


sabe qual é o problema?


que eu sou um chato!


tenho medo de ficar mais


pois sei que vou perder a cabeça


ah , eu vou... por que é bom demais pra ser verdade


prometo que serei mais doce.










quinta-feira, 18 de junho de 2009

OBRIGAÇÃO


Tenho uma velha obrigação que não me larga
Não é regra, não ensangüenta
É sempre na hora de inventar ...
To louco pra escrever, mas o que?
Não sei.... .... .... breve gesto de silêncio
- pausa dramática –
Um olho esquerdo de alguém arregala-se, alarga-se o sorriso
Sobre-finge(sic) espanto e fala com impostação:
- E por que não escreveria?
A alma é muda e imoral
E as mãos?
Trêmulas e loucas
Se servem de imediatismo químico e se propõem á tinta
Entretanto tanta força não há!
Vai, escreva dadaísta dos quintos!
Me ponho.
inferno
Mas está sem nexo.
n-e-x-o
- pausa dramática –
Observo a luz
Quero fazer filme. O olhar do cineasta... blá... blá.
A perna esquerda balança, com direito a um generoso Souza cruz
Me arrebento dentro, olho pra fora
Descubro umas palavras:
- porra, sinto como fosse explodir de desejo...
Mas a dúvida invade e já me faz chorar há dias!
Me cego talvez de burrice
Intolerância muda de toda minha castidade inútil.
Me infernizo com toda a minha parafernália catártica de controle sentimental.
Me pego com a mão no sexo, sentado à direita do senhor todo poderoso: CPU
Cú. Não entendo, de tudo que é criativo que penso. Nada- escrevo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

sensação esquisita


Hoje eu acordei diferente

meio intransigente com o tempo.

rio. verbo rir.

ir a pé, caminhando e pensar

De onde surgiu?

Eu ainda não acredito.

Eu ainda acho que é bom demais pra ser verdade.




terça-feira, 26 de maio de 2009

Musical traz aos palcos capixabas o glamour dos cabarés






O Grupo Empório de Teatro volta aos palcos capixabas com o novo espetáculo “Boulevard, 83”. Trata-se de um musical que faz a releitura plástica e estética de cabarés de várias épocas. A idéia da montagem surgiu com bases no glamour da década de 30 do século passado, mas movimenta-se por mais cinco décadas: de 1890 a 1940.
A trama se dá em torno da história de François Jocker e Joe Jocker, proprietários do endereço da casa de espetáculos mais antigas da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York).
Após a morte de François Jocker, que aparentemente era rico, é feita a leitura do testamento e os artistas que trabalhavam e moravam na casa descobrem que ele, na verdade, estava falido.
Com a casa hipotecada, todos passam a temer uma ordem de despejo. Para solucionar o problema, os artistas se unem e resolvem montar um show de reabertura do Boulevard e tentar conseguir oitenta e três mil "Francos Dolados" para quitar os títulos da hipoteca. Porém, ninguém contava que a maior cafetina da cidade, Divine Lemitré, em parceria com o maior gângster da Califórnia, Jam Montola, faria de tudo para conseguir ficar com a casa e transformá-la no maior bordel de New Paris City.
“Boulevard, 83” transita por diversas escolas teatrais, mas concentra-se principalmente no realismo fantástico e na comédia bufa, chegando a uma mistura excêntrica de gêneros.
A pesquisa musical ficou por conta de Elenísio Rodrigues que apropriou-se do erudito, jazz, blues e ragtime para compor 12 músicas em parceria com o diretor e ator Leandro Bacellar.
Com um figurino rico em rendas, plumas, meias arrastão, entre outros adereços, o elenco coloca todo o seu vigor em cena com marcações fortes e sensuais. A produção, que levou quase dois anos para ficar pronta, conta com uma equipe de aproximadamente 70 profissionais.


Ficha Técnica
Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Josimar Teixeira, Kalina Aguiar, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila Porto, Mell Nascimento, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka e Werlesson Grassi.
Dramaturgia, encenação e espaço cênico : Leandro Bacellar
Direção musical e composição: Elenísio Rodrigues
Composições musicais: Elenísio Rodrigues e Leandro Bacellar
Direção de produção: Luana Eva
Direção de arte: Kênia Lyra
Coreografias: Tadeu Schneider
Preparação de canto: Patrick do Val
Iluminação: Thiago Sales - Overlan Marques
Figurino: Samira Alcântara e Luana Eva
Produção fotográfica: Jove Fagundes
Orientador dança de salão: Teresa Loofredo
Pianista: Elenísio Rodrigues

Serviço
Pré-estréia: Teatro Marista/ 31 de maio/ às 20h
Rua Antônio Ataíde, nº879. Centro - Vila Velha
Temporada: 06, 07,13,14, 20,21,27 e 28 de junho - Teatro do Sesi
Rua Tupinambás s/nº . Jardim da Penha – Vitória.
Horário: 20h
Duração: 120 minutos
Classificação: 16 anos
Valor: R$20 (inteira)/ R$10 (meia)

Assessoria de Imprensa
Elayne Batista - M3 Comunicação
(27) 9848 9901/ 3181 2922


video


(FINALMENTE MEU FILHO NASCEU)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A DESISTÊNCIA – A VIDA NORMAL – UMA CONVERSA


Há de certo uma maneira
Única?
A desistência /e/ou/ insistência
Não se insiste no que não está ao alcance
Desiste-se quando simplesmente perde-se a importância
- E é importante?
Sim, é claro que é.
E porque desistir?
- Porque não vale a pena. E o que significa isso? Não compreendo! (um aspirante de gestos moderados questiona)
- Significa meu caro (responde um sábio sem cabeça) que se não tem valor, porque dispender, porque agregar, por que pagar por isso?
- Mas te afeta?
- É claro que afeta, ó meu Deus, menino burro!
- Então porque desistir, não entendo a sua teimosia velha?
Não é necessário insistir. Não é preciso porque o querer é invólucro, a vontade é onipotente. Não se obriga alguém ou algo a nada. Não se escolhe uma coisa a partir dos desejos do outro... (o sábio continua após uma longa pausa) Pois a vida é cheia de caminhos. Tortos, escuros e as vezes, tediosos. A melhor saga é aquela que deságua no aprendizado, na evolução. A alma pura de bobagens e pequenas fantasias bestas. A vida toma novos rumos e é claro que há melhores... Novas decisões. E tudo deriva da resposta do outro. Da concórdia. Do abraço de dois ideais.
- E não se simula. Descobre. Tenho pena de quem não amadurece, de quem não cresce.
- E por quê? (novamente o aprendiz pergunta)
- Porque não vê! Ainda não enxerga direito! E tenho pena? Não, na verdade não tenho. Pois justamente a vida é quem ensina e traduz as poucas insígnias. (velho ainda responde) Não sinto dor forte. Sabia? Já passou, ou me acostumei a ela.
(O aspirante já entristecido e delicadamente depressivo, com voz engasgada pergunta) - E qual é a pior dor, mestre?
- É a manipulação! Não, não é isso! Anda menino, apague o que escreveu! Anote em seu papel a palavra: traição! Com cedilha e til, em pleno português, isso!
E o velho continua a divagar no meio do caminho a beira do mar, rindo e fazendo gira: Um dia, as coisas clarearão, e tudo será exposto, as pequenas loucuras, os reais motivos. Haverá a saudade, a falta de palavras, e principalmente, a minha falta. Pois meu caminho hoje, já é curto, não estarei mais aqui. Quando as coisas se resolverem no tempo que julga necessário, já terei partido. E morto, metafórico ou não, agradecerei o tempo que julga perdido...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Câncer - Caráter - Gira Mundo


O Problema das pessoas é o caráter.

É o que eu acho. Admito que às vezes posso tomar atitudes desastrosas para minha cosnciência... Onde vamos parar? Eu não acredito na maior parte dos seres humanos, não acredito mais na bondade , no discernimento e muito menos em resquícios de bondade. Salvo raríssimas que possuem tal virtude.


Há erros de conduta por toda parte. Por toda parte. E esses erros, não me dizem respeito. Dizem ao que colheremos por todos os nossos dias. E não por castigo divino, e sim pela simples, divulgada e estabelecida vingança mundana.


Minha visão de mundo nesse momento é realmente pessimista. É péssima. Péssima. O mundo está com câncer na alma!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

retro


Minha amiga Luana Barreto mais uma vez me fotografou e eis o resultado:







A alma
O antigo, o verso, maldito verso.
O clássico
Interessante, não, mágico
A clareza,
A dureza sem escala
Em meio tom
Esquiva em meio à sombra
Ciaro
O verso escuro
Traduz
Corriqueiramente
luz e sombra.




Muito Obrigado Luana... bjO

domingo, 12 de abril de 2009

IMPOSSIBLE


Christina: Play something for me Alicia...I just got something on my mind

Alicia: Speak on it girl


It's impossible

It's impossible to love youIf you don't let me know what you're feeling

It's impossible for me to give you what you need

If you're always hidin' from me

I don't know what hurt youI just,

I wanna make it rightCos boy

I'm sick and tired of trying to read your mind

It's impossible

Oh baby it's impossible for me to love you

It's the way it is

It's impossible

Oh baby it's impossible

If you makin' it this way Impossible to make it easy

If you always tryin' to make it so damn hard

How can I, how can I give you all my love, baby

If you're always, always puttin' up your guard

This is not a circus

Don't you play me for a clown

How long can emotions keep on goin' up and down

It's impossible

Oh baby it's impossible for me to love you

It's the way it is

It's impossible

Oh baby it's impossible

If you keep treating me this way

Over, over (over and over)

sábado, 11 de abril de 2009

Poeta

Para cada poesia existe um punheta poetando poéticamente.

A Grande Maldição

A arte de um modo geral é uma práxis complicada.
Cheia de contornos substanciais e drásticos.
A arte teatral não fica de fora, permanecendo em destaque em um dos afazeres mais delicados e complicados do planeta.
Demanda coragem, ousadia e paciência, muita paciência. Demanda conhecimento, sim. Mas acredito que demande certo tipo de pasmaceira, idiotice, lerdeza. Uma idiossincrasia esquisita, esquisitíssima. Demanda uma caretice? Não, pelo contrário. Demanda não ser didático para com os outros? Odeio para na terceira pessoa. Então, o que fazer? como falar?Como dirigir?
Alguns me perguntam se sou diretor, digo que não. Não sei dirigir, estou aprendendo a encenar, talvez. Ou a provocar a encenação, ou provocar o ego e a particularidade criadora de cada atuante. Durante qualquer processo criativo, lidamos com diversas pendengas, e o diretor morre, fadiga, escorre entre nossos dedos, ficando apenas o homem, cansado... Esperando alguém não dependê-lo tanto. Dependendo pouco do diretor.
Pelo logismo, diretor é quem dirige. Correto! Mas e se ele co-dirigir? Co-pilotar? Ele é diretor ainda? E se ele propuser a encenação? E se não propor?
E se acaso pense, ele apenas semeie? Ele é plantador? Lavrador? Fordista? Ele é um cubista. O diretor renasce , então ele é uma fênix? E o ator? Faz o que? O ator Cria. Certo. Então o ator é Deus. Mas o ator reclama tanto, chora tanto, faz tão pouco. E o ator agora é quem? Judas? E cadê o diretor para acudir? Está rezando a Deus. Mas deus não era o ator? Ih, me perdi. Deixa eu procurar uma direção.
O ator dirige o diretor... É isso? Ih, não, não é.
Então que maldição é essa?
em breve deixarei de perguntar!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ESCAPE


Eu escrevi um monte, mas tenho medo do que pode causar.


segunda-feira, 16 de março de 2009

cada dia


Quando eu dirijo

e a rua está vazia

meu coração está cheio de esperança

penso em você vindo em minha direção

e me pedindo para acreditar

num novo dia

em que as coisas se acertarão

e neste dia

viverei essa chance

de revelar o mistério

de pensar

o brilho tão intenso

seria tão feliz

tão livre

E andando penso em descobrir

eu acredito

num novo dia

em que sejamos felizes,

acreditando e sendo mais felizes

choro tanto

um sonho enébrio

fantástico

uma lua tão cheia

acredite em mim

seremos felizes

vivendo essa chance em cada dia.

desvelando o mistério

Acredite em mim,

Por favor acredite.

sábado, 14 de março de 2009

PÂNICO


O meu medo é das pessoas.

Más. Todas elas.

todo perigo há.

Pondera.

Remédio utilizado para tratamento de Sindrome do Pânico.






domingo, 8 de março de 2009

AFAZIA


Na fantasia do nada

o todo é elaborado

do nada em afazia

É construído do topo

saídas.

com medo retorno

de nada resolve

e não consigo

fazer nada.

Sento na calçada

canto uma música

que de nada fala

De tanto falar nada

escrevo, escrevo

nada.