sexta-feira, 3 de julho de 2009

Moacyr Goes: Teatro e vanguarda


Moacyr Goes: Diretor de teatro e cineasta




Rio - O teatro sempre evoluiu puxado pelo trabalho de grupos e companhias. Ao longo da história, a dramaturgia, os atores e o espetáculo se desenvolveram pela vanguarda do trabalho em grupo. Shakespeare teve sua companhia e sem ela dificilmente teria escrito tanto e tão bem, pois é no exercício contínuo que é possível aperfeiçoar a técnica e sofisticar a elaboração temática. Molière teve seu grupo, assim como Brecht, Stanislavski e outros que mudaram o teatro moderno.
Por aqui, foram as companhias estáveis que também fundaram o moderno teatro brasileiro, e os grupos avançaram na invenção de uma cena contemporânea. Numa cidade como o Rio de Janeiro, no panorama teatral devem conviver grupos profissionais estáveis e produções comerciais.
E como isso se dá? Através do reconhecimento pelo poder público da importância do trabalho de longo prazo dos grupos e da necessidade de sua sustentação.
A produção dos grupos e companhias tem outra referência da comercial: a investigação de linguagem e a abordagem mais profunda de suas temáticas. Isso, sem prazo longo, é impossível, porque seu modo de produção não interessa ao mercado comercial.
Na nossa realidade, os grupos e as produções comerciais se embolam na luta por patrocínios e espaços. Por isso, é muito importante que as políticas públicas reconheçam as especificidades e criem mecanismos diferenciados.
Essa é uma sugestão que faço tanto a Adriana Rates quanto a Jandira Fegalli, secretárias de cultura do estado e do município. E creio que ambas sabem disso. O que não sei é se seus orçamentos dão para tal empreitada.



http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/html/2009/6/moacyr_goes_teatro_e_vanguarda_15973.html

Um comentário:

Ronaldo Ventura disse...

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Ia ser legal para caralho sevocês aparecessem por aqui!