quinta-feira, 10 de julho de 2008

CONTENTO



Não adianta - não me contento.
Não há a contento vontade de contentamento.
Fico olhando para o lado e juro, não é inveja
Vejo como conseguem e fico pensando
Serei eu intolerável?
Chato? Sarnento. Sei que não fedo.
Porém, apesar dos perfumes e odores
Não há contentamento, pois não há deleite
Muito embora eu atribua minha felicidade a outros pormenores.
Mas a solidão me angustia
Me coloca em xeque!
A voga é: o que fazer então?
Mandingas e juramentos não adiantaram.
Fé no outro? Desconfio de qualquer coisa que se mexa.
Não pode ser assim? Sei que não.
Mas de tudo que já aconteceu...

Mas vamos mudar, chegou a hora.
Sairei à procura do desencantamento.
Sairei ao meu contento do meu casulo contente
E buscarei algo sorridente capaz de se comprometer.
Sei lá. Sair por aí - andar.
Sem me apegar as predileções pragmáticas.
Fugir do paradigma.
Sem procurar um igual, sem procurar um futuro.
Mas procurar um presente,
Que não precisa vir numa caixa,
Não precisa ter embrulho, ser expresso ou vir em carro.
Não precisa vir com manual. Nada!
Ele só precisa
estar a contento.