quinta-feira, 7 de agosto de 2008

INFERNO PARADOXO


Vamos fazer um acordo?
Certo. Vamos fazer isso, para evitar que eu peque.
Os cristãos ficam agradecidos.
De certo.
Então,
não me olhe desse jeito.
Ah, e não use aquela bermuda jeans cafona...
Que te deixa tão sexy...
Não sorria com o canto esquerdo com a boca...
Pelo amor de deus, não esqueça:
Não passe a língua nos lábios.
Não! Não coloque as mãos atrás da cabeça...

Você sabe que isso me angustia.

Muito menos tire a camisa suada na minha frente.
Evite ser tão generoso e fiel.
Evite falar manso quando estou cuspindo fogo.
Não quero pecar.
Não escute minhas lamentações de bom grado.
Olha, não, olha do outro jeito, isso desse mesmo!
Assim fica mais fácil.
Aliás, é bom deixar claro que quero que pare agora
De fazer o que eu mando ou peço;
Ah, e também aumente o preço das minhas vontades.
Não se preocupe tanto comigo
E faça o que te der na telha também
Manda-me calar a boca de vez em quando...
Preciso rezar, para parar de pecar.
Peço, mas você não ajuda;
Você não me deixa ser mais santo.
Então está fechado?
Não vai esbravejar?
Por que não?
Pensei que não ia aceitar,
Quer dizer que aceita sem brigar?
Já vai cumprir todo o acordo assim, de imediato?
Ah, prefiro ser um pecador.
Vem cá, quero é queimar
Todinho no inferno.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

- FÉDON -


Gosto deste trecho:




O MITO DO DESTINO DAS ALMAS

LVII – Porém devemos senhores, considerar também o seguinte: se a alma for imortal, exigirá cuidados de nossa parte não apenas nesta porção do tempo que denominamos vida, senão o tempo todo em universal, parecendo que se expõe a um grande perigo quem não atender esse aspecto da questão. Pois se a morte fosse o fim de tudo, que imensa vantagem não seria para os desonestos, com a morte livrarem-se do corpo e da ruindade muito própria juntamente com a alma? Agora, porém, que se nos revelou imortal, não resta à alma outra possibilidade, se não for tornar-se, quanto possível, melhor e mais sensata. Ao chegar ao Hades, nada mais leva consigo a não ser a instrução e a educação, justamente, ao que se diz, o que mais favorece ou prejudica o morto desde o início de sua viagem para lá. O que contam é o seguinte: ou morrer alguém, o demônio que em vida lhe tocou por sorte se encarrega de levá-lo a um lugar em que se reúnem os mortos para serem julgados e de onde são conduzidos para o Hades com guias incumbidos de indicar-lhes o caminho. Depois de terem o destino merecido e de lá permanecerem o tempo indispensável, outro guia os traz de volta, após numerosos e longos períodos de tempo. Esse caminho não é o que diz Télefo, de Ésquilo, ao afirmar que o caminho do Hades é simples; a meu ver nem é simples nem único. Se fosse o caso, seria dispensável guia, pois ninguém se perde onde a estrada é uma só. O que parece é que ele é cheio de voltas e bifurcações. Digo isso com base nos ritos sagrados e cerimônias aqui em uso. De qualquer forma, a alma prudente e moderada acompanha seu guia, perfeitamente consciente do que se passa com ela; mas,
como disse há pouco, a que se agarra avidamente ao corpo esvoaça durante muito tempo
em torno dele e do mundo visível, e depois de grande relutância e de sofrimentos sem conta, é por fim arrastada dali, à força e com dificuldade pelo demônio incumbido de conduzi-la. Uma vez alcançado o lugar em que se encontram, outras almas, a que se acha impura pela prática do mal, de homicídios injustos ou de crimes semelhantes, irmãos daqueles e iguais aos que soem praticar almas irmãs, de umas alma como essa todas se afastam, evitam-na, não havendo guia nem companheiro de jornada que com ela se associe. Tomada de grande perplexidade, vagueia por todos os lugares até escoar-se certo tempo, depois do que a arrasta a Necessidade para a moradia que lhe foi determinada. A que atravessou a vida com pureza e moderação e alcançou deuses por guias e companheiros de jornada, obtém moradia apropriada.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

(RI)




As ações dos braços das pernas, do sexo... O suor... (ri) O suor...


É ele quem vai ditar o curso da regra... da meta.


Não! Não pare! Continue a desenhar!
Toda vez que ele seguia e dizia continuar, eu ouvia e não queria parar...

sábado, 12 de julho de 2008

LUXURIOSE AGUDA


É vermelho.
Grená, da cor que quiser. “PinK” pode ser
Não interessa.
Carnal, digestivo, não, é químico!
Tóxico, embriagado.
Louco, desorientado, certinho e maculado.
Me joga, isso!
Me pega!
Me lambe, me suga,
Me divide, tortura.
Faz bobagens, brincadeiras.
Nojeiras, me envergonha com prazer.
Sorri enquanto me olha,
Faz careta, me bate.
De qualquer modo, jeito.
Mas tem que ser vermelho.
Finge que está apaixonado, não tem problema.
Pode ser agora, ali ou depois.
Pode ser num beco, num banheiro,
Corredores, com câmera, com vigília...
Eu gargalho.
Ponho a boca, me derramo,
Caio, recosto, subo, atropelo,
Rebolo. Empino escorrego.
Não precisa ir às vias de fato.
Mas que seja factual.
Elegante e honesto. Isso, honesto.
Seja Digno. Atlético.
Rude, forte, musculoso.
Delicado, mocinha ou rebelde.
Certeiro, decidido
Selvagem. Tranqüilo.
Ai, isso. Morde!
Não tem escolha.
Que seja vermelho.
Tritura meu gozo, me trepida
me balança, com certeza.
Esconde, me entrega, me revela.
Que seja de um todo vermelho.
Me arrasta , me puxa,
masturba a noite inteira.
Ah, aí, isso! Isso!
Seja mais do que pode ser, se esforce.
Não canse, respira, ofegante.
Sua, cospe, imagina, mostre.
Arranca a sua roupa, agora.
Não é pecado. Não é loucura,
Me pendura
To sofrendo de Luxuriose Aguda!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

LAMBE - LAMBE


vara credo

lambe

click

lambe-lambe tirou a foto

abelhuda vizinha

vara

va a madrugada

credo, que delícia

vara nda

cre
tino,

do
minatrix

lam

buzando

be
bida

enquanto me lambia, - uma delícia

chamei a vizinha para participar

parou de fotografar,

da varanda

se escondendo disse: credo!

CONTENTO



Não adianta - não me contento.
Não há a contento vontade de contentamento.
Fico olhando para o lado e juro, não é inveja
Vejo como conseguem e fico pensando
Serei eu intolerável?
Chato? Sarnento. Sei que não fedo.
Porém, apesar dos perfumes e odores
Não há contentamento, pois não há deleite
Muito embora eu atribua minha felicidade a outros pormenores.
Mas a solidão me angustia
Me coloca em xeque!
A voga é: o que fazer então?
Mandingas e juramentos não adiantaram.
Fé no outro? Desconfio de qualquer coisa que se mexa.
Não pode ser assim? Sei que não.
Mas de tudo que já aconteceu...

Mas vamos mudar, chegou a hora.
Sairei à procura do desencantamento.
Sairei ao meu contento do meu casulo contente
E buscarei algo sorridente capaz de se comprometer.
Sei lá. Sair por aí - andar.
Sem me apegar as predileções pragmáticas.
Fugir do paradigma.
Sem procurar um igual, sem procurar um futuro.
Mas procurar um presente,
Que não precisa vir numa caixa,
Não precisa ter embrulho, ser expresso ou vir em carro.
Não precisa vir com manual. Nada!
Ele só precisa
estar a contento.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

QUEM TEM RAZÃO ?


Quem tem? Você? Eu? Nós? A ONU? Os Direitos Humanos? Aproveitei a pergunta insólita de uma comunidade do programa de relacionamentos em rede, o orkut. Neste site a pergunta gira em torno das funções e obrigações do Diretor e Produtor de uma montagem teatral. Aqui neste espaço em que posso ter eu mesmo a autoridade eu expresso levantamento mais aprofundado e expansivo da questão! Ambíguo? Sim, bastante.

Discutir a razão de algo no meio artístico é algo sempre na moda. E na moda também temos discussões relacionadas a dislexia das respostas exatas: razão.

Penso muito acerca do que pensam atores, diretores, produtores e outros funcionais da caixa preta. Quem tem razão? É uma briga constante e madura. Artistas o tempo todo lidam com certezas de suas proponências(sic). É engraçado como o artista checa suas prioridades e as leva até últimas conseqüências. Todavia, acredito que na arte contemporânea e no Teatro propriamente dito, a razão é algo muito definido por quem lidera o processo criativo. E não é uma questão autoritária. Dentro do processo criativo de qualquer área com subordinados ou não, o criativo possui a rédea. Me desculpem os pensantes do planeta, muito embora eu ache que tem muita gente que esconde sua capacidade criativa, acredito que muitos não possuem algum gene propulsor da criação e que isso acaba por ficar fadado à alguns muitos seres humanos sofredores, talvez por possuírem tanto poder para manipular os conceitos estéticos disponíveis pela História da Arte.

No cubismo, Picasso elevou ao máximo o que fora uma invenção de George Braque. E que assim seja, ou não. Ora, se existe um Diretor de um trabalho e ele é quem toma as decisões, que ele seja respeitado. Se avaliarmos a questão mercadológica, quem tiver o dinheiro manda, assim a vencedora da copa de 98 foi a Nike, a Deusa da Vitória? Ou Zagallo e sua equipe apenas fracassaram?

Ainda acredito no poder do coletivo, mas haverá de ter um cálculo preciso do orientador do trabalho, para que as coisas não fujam do controle possível. E mais outras variantes: um processo criativo deve sofrer interferências de que nível? E até que momento? A realização de um trabalho com discurso poético, ainda depende de quem tem o dinheiro? Se assim for mandaria o mecenas procurar a mãe e eu tentaria dar conta do recado, quero dizer, do mercado.

É uma questão muito complicada essa. Pois os atores querem ter uma supra-razão, pois são os que dão vida. O produtor é quem dá o subsídio. Os técnicos dão o piso e o teto. O Diretor: o correto, o plástico, o esgotamento das possibilidades. Não seria um conjunto, em que cada um se respeita e que faz o seu como seu cada qual?Utopia? Farto de teorias estou. Não existe uma fórmula para razão. Não existe sequer uma única razão. Um objeto de arte seja de qual for o gênero, possui variadas razões. Variadas maneiras em que o criativo define conforme sua revelia. Ou sua grande e inexorável idéia.

Certo. Aonde quero chegar? Quero chegar no ponto da paixão. Quero ver apaixonados, mas não doentes de amor. Quero ver artistas lutando pela boa execução do seu trabalho, seja ele qual for. Cada profissional deve saber o que deve ser feito, deve saber de sua importância artística e funcional. Deve saber sua história, deve ter parâmetros consensuais, deve ter ética, deve ter fomento, garra e ternura com seu trabalho. O ator e o resto devem conceber o limiar da forma que dele é gerado pelo criativo. O ator é criativo? Absolutamente. Mas quem lhe dá o dispositivo? Quem o insere no contexto? Quem o define para que ele possa criar? Se o ator, ou o técnico não dispuserem de um caminho no que daria uma montagem qualquer sem saber por onde andar?

Concluo com mais perguntas do que respostas. Não sou o senhor da razão. Acredito que ninguém e todos têm razão. Acredito que razão ninguém precisa ter, todos devem ter sabedoria e inteligência. Acredito que o melhor possa ser feito. Acredito em cessão e adesão. Em imposição. Acredito na discussão, e na indisposição. No contrário. Acredito no retardado obscuro e no vanguardista burro. Acredito na poesia escatológica formada por um único e no melodrama desenvolvido por todos. Só não acredito mais em coisa pecadora e pecável tecnicamente. Não acredito em inverdades e inabilidades. Não acredito em sonhadores que querem chegar ao tubo projetor. Não acredito em sonhos. Acredito que num navio é preciso comandante.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

DESABAFO - (2)


Preciso desabafar,
Mesmo.
Eu sinto muita falta de um tempo.
Em que meus problemas eram menores.
Em que eu não precisava provar nada a ninguém.
Sinto falta do tempo
Do tempo que pessoas não me tratavam de vil maneira.
Estou cansado.
Estou tentando fazer o melhor.
Estou mesmo.
Mas parece que isso não é levado em consideração.
Minha mágoa cresce e nada muda.
Não muda, porque eu não sei o que passa na cabeça do outro.
Não sei o que quer.
Só sei que estou tentando fazer e dar o meu melhor.
No meio da multidão sou apenas um dos perfeccionistas
tentando fazer a diferença.
Mas isso não importa não é?
É mais fácil fechar a cara, mudar o comportamento,
Ignorar a realidade.
E para que? Não entendo.
Se não quer que caminhemos juntos vá a frente. Siga!
Siga, pois nossos anseios divergem.
Não sei se é ego, não sei se é vaidade, ou maldade.
Só sei que não agüento.
Não tenho força.
Nenhuma.
Por favor, pára.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

VOCÊS ACHAM QUE A ARTE "ESTÃO" MORRENDO?


* Hoje, pela madrugada... Encontrei uma comunidade do orkut com a pergunta deste título... O fórum público com o tal gritante desvio da nossa língua obteve a minha resposta... Gravemente eloquente e verborrágico... Respondi assim:


> Desculpa; mas essa pergunta para essa comunidade soa estranha. É paradoxal.

De tanta coisa que foi falada...

Arte morrer? Visão romântica demais. Moderna (no sentido do pensamento filosófico) demais. Arte não é substituída por nada. Utilizam da Arte para outros segmentos, como Tv, internet etc. Arte não é substituível porque é impossível.

A arte ainda continuará arte enquanto houver o artista e o contemplador.

E o contemplador ainda não acabou. E provavelmente dentre os milhões que nascem num dia deve haver aqueles que freqüentarão boas escolas, que nascerão filhos de "hippies" que por fim (se Dionísio quiser) gostarão de apreciar arte. E de qualquer que seja a linguagem.

Não temos que discutir se arte morre e como morre. Temos que discutir o que fazemos ou faremos para que a arte de cada um não morra, e como faremos para que o público, mesmo sem educação prévia, consuma arte. E arte também está dentro do sistema, gente, é consumo. Porque nós precisamos comer, alguém aqui vive somente de "arte"? Sem cachês, sem pagar aluguel, sem comprar comida?

Arte não é um sonho bom somente. Arte é trabalho. Talvez uma melhor pergunta seria: O que você faz para fazer arte? Ou como faz?

É bem verdade que trabalhamos com e pela subsistência. Entretanto o motivo disso é claro. O histórico, acredito, que já sabemos. E reverter a situação? Como, artistas podem fazer isso? Arte é um termo muito complexo. E uma ciência de extremos. Mas não sejamos tão sonhadores. A arte é inesgotável, pois se reinventa a partir das possibilidades de seu tempo vigente. Assim foi e sempre será, creio. A arte está ligada diretamente ao poder, magia e informação. Por isso está na publicidade, na tv, no rádio, na arquitetura, na indústria etc. Certo que muitas vezes distorcida, mas arte está em praticamente tudo(“Bauhauss”). Acho que a verborragia representa minha indignação com essa pergunta direcionada a artistas, que escolheram uma profissão e esperam campo e espaço para seu trabalho. É óbvio, que se fazemos arte, e se ainda não morremos, ela ainda não morreu. E se fazemos é porque alguém nos assiste. Alguém paga o nosso ingresso. Então a Arte vive, Capenga, sem dente, entrevada, velha e cega, mas está viva. Mas alguém recorda na história, um tempo em que a Arte não estivesse a beira da morte? Apenas em seu nascimento.

Houve um indivíduo que acredita que a arte morreu, mas ele tem certeza? A revista, o jornal que ele lê, contém arte em linhas, fotografias, imagens, enfim. Usadas para um ofício, mas existe. Entretenimento não é arte? Então não são artistas os que trabalham no circo? O circo sempre foi entretenimento e sempre foi uma das artes.

Lembrando que a arte teve origem (histórica) de uma cultura, que gerou todas as outras do ocidente. E do paganismo e cultura grega tudo foi adaptado de acordo com cada uma das culturas ocidentais. E no oriente, onde diverge absolutamente, da nossa cultura, o que falar do Nô e do Kabuck? Ou do Teatro Oriental, que é riquíssimo e ao contrário do ocidente não vive nenhuma crise. Acredito que o problema não precisa ser mais discutido, o problema necessita de resolução. A crise na arte ocidental é fruto de inúmeros fatores, que levarão a uma reestruturação, natural ou forçada, pra que pergunta como essa apareça apenas daqui a cem anos, como quando perguntavam a mesma coisa e colocaram o bidê de Duchamp na Galeria.

terça-feira, 10 de junho de 2008

DIA RUIM


Porque você não pega as suas coisas e vai embora? Mas leva tudo. Pra eu não correr o risco de me lembrar. Havia chance.
Eu não preciso que me incomodem mais. Se você é um problema vá, porque já tenho os que me ocupam.
Vá agora e senta lá.
Vai buscar o que é teu. Tua vida ordinária e robusta.
Não quero seus papéis de carta.
Não quero sua lábia evasiva.
Não quero seus sumiços constantes
A dúvida dilacerante de estar ou não com você.
Quero dizer neste arauto
Que eu não quero. Cansei de procurar ver a beleza nas coisas.
Cansei de sorrir pra um bebê com cara de joelho.
De comer coisas terríveis e dizer ter adorado
Cansei de ouvir vozes e não reclamar
Não quero em hipótese alguma ter que falssear minhas condições e presságios.
Quero com amargura dizer que cansei de você, do resto e de todos.
Quero dizer a alguns que não os suporto mais.
É sério.
Quero dizer que meu corpo apresenta fadiga. Cansaço extremo.
To cansado de mentirosos e manipuladores
De vendedores ambulantes
De falsidade sistêmica
Quero dizer aqui e onde eu puder
Que não quero mais isso.
Não quero mais essa gosma
Essa meleca (sic). Se for pra morrer só que seja
Que seja também sem o seu pressupor.
Quero que você vá pro inferno
De todas as formas e se coloque no recanto quente da maneira que melhor for
Não amo. Não odeio. Não quero.
Ai meu Deus. Como eu estou cansado.
E do material humano. Dessa massa louca.
Desse ambiente maligno que se forma a partir de dois corpos.
Estou incomodado. Porque as pessoas estão se matando por bobagens.
Casais querem o poder, absoluto de um ou do outro.
Quero dizer aqui neste arauto
Que meu saco trasborda.
E não é de gozo. Não é esperma. Ah não.
É raiva. E raiva do ser humano.