sábado, 26 de setembro de 2009
MOMENTO CAFONA
Se é ilusão que um dia vou ser feliz,
se não der certo , continuo a sorrir.... "
Música cafona, pra um momento cafona.
Precisa dizer alguma coisa? Brinde comigo! Viva a solteirice!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
HOJE MATEI UM VAGALUME
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
CHOQUE
Ela me abordou e primeiro me pediu um cigarro, que eu dei, ela estava realmente muito magra, com a pele bastante deteriorada e com os dentes cinzas e corroídos, como se fossem vários caninos.
Me pediu um real, e eu dei. Falei pra ela ficar com Deus e tomar cuidado, e fui pro carro, me seguiu e antes de abrir a porta ela me pediu mais três reais já com o discurso totalmente diferente, já com aquele tom intimidador de morador de rua, insinuando que eu estaria "todo rico" (indicando minha roupa) e que eu teria mais dinheiro para dar a ela; apontou para meu bolso, "tem mais dinheiro aí" disse. Desconversei , perguntei pra que ela queria o dinheiro e me disse que ela não sabia sobre o marido, mas que ela queria comer alguma coisa...
Eu fiquei tão triste, tão chateado, sabe? Nunca passei por uma situação dessas, nunca tive um choque de realidade tão impactante e que levasse realmente a uma tristeza sem paradeiro, de um problema que até primeiro momento não é meu.
Infelizmente a única coisa que podemos fazer é lamentar e rezar para que ela tenha paz em seus dias.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
respiro fundo te olho você tira a camisa ai que raiva não consigo tirar o olho você sorri é meio estranho eu sei mas não consigo tirar o olho sorrio meio envergonhado pudera não sei se compartilha mas eu aprendi a compartimentar entendo que não pode dizer ao mundo mas eu já disse não vejo problema por mais que seja difícil olho outra vez sofro não posso falar ainda é muito recente esnobo finjo não querer nada faço hora com sua cara mas eu olho de canto de olho sei que pode ser bobagem mas não importa toda aposta é assim o resultado é enébrio eu cheio de vontade fico você põe a camisa me mata é tão idiota cheio de bobagens e manias crédulo de uma boa aventura termino sorrindo esse texto pequenino e cheio de rosetagens
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
VOU TENTANDO
terça-feira, 4 de agosto de 2009
NEW PARIS CITY É UMA FESTA - Por Saulo Ribeiro.





Theatro Municipal do Rio de Janeiro








quarta-feira, 29 de julho de 2009
TEMPOS MODERNOS?
É claro que ninguém é obrigado a querer ninguém. É claro que ninguém é obrigado a ser de alguém. Todavia é inerente ao homem querer viver a dois, compartilhar angústias, alegrias, raivas, enfim, toda a sorte de bobagens.
Me sinto perdido, angustiado nessa coisa toda. Sinto um vazio nas pessoas como nunca, e é claro que isso é resultado desse tempo em que vivemos, em que tudo é muito rápido, tudo é muito efêmero. É incrível que existam pessoas que vivem paixões de uma noite, e até de uma hora. E eu não estou falando daquele tesão sinistro que te leva ao motel e você descarrega burocraticamente suas vontades, estou falando de gente que vive realmente uma paixão de uma hora. E depois ainda escreve em algum meio de diversão virtual que "foi bom enquanto durou" ou "um momento bom é um momento eterno". Meu Deus isso é uma maluquice sem tamanho. É um abuso ao pensamento social e coletivo.
Imagino que daqui a um tempo ficará impossível realmente encontrar alguém para dividir afinidades, sexo e saliva. Às pessoas são fracas, a tudo. Se enfraqueceram, não conseguem tolerar as outras, conversar, dar-se bem. Beijam um aqui, mas o amigo dali do lado é uma graça, e ele é um alvo em potencial... Mas alvo para o que? Que busca é essa?
Afinal o que é que as pessoas estão buscando??? Será que alguém responde? Acredito que daqui há algum tempo chamarão a nossa era , da era do VAZIO. nada é em profundidade. Tudo, absolutamente tudo é raso. Estamos tratando tudo superficialmente, nada é levado á um tom de peso. E estou falando de amor sim. Porque eu não entendo essa merda mais. É claro que já amei. E enquanto amei, foi fantástico, eu era feliz demais, muito, muito, eu tinha uma referência, eu sabia que eu tinha alguém para contar em qualquer momento, porque antes de tudo eu acreditava que havia respeito, amizade, parceria e lealdade. Eu podia contar a qualquer hora. eu tinha ali do meu lado a força , o tempero, o destempero, o prazer, a apoteose e o funeral. Era fantástico. houve um ponto final, porque o amor acabara. Não da minha parte. Resisti apaixonado e crédulo até o fim. E hoje, esse amor virou referência para tudo. Sim para tudo, para qualquer tipo de convivência a dois que eu viesse/virei a ter. E isso é muito maluco , porque eu é quem foi o traído; e do jeito que falo parece que foi ontem? Não foi. Meu casamento acabou há 5 anos atrás. E se eu amo ainda? Não, não mais. Custou, mas Passou. Aquela experiência, foi a maior e mais recompensadora da minha vida.
E me pergunto: passaram 5 anos, e nada? Não vai acontecer de novo? Não vou ficar envergonhado na frente de alguém que eu queira? Não vou mais lutar para ser visto, notado? Me arrumar todo, para que veja bonito? Não vou mais receber um beijo de "oi". Não vou mais ter que reclamar de dormir de concha (O-D-E-I-O- D-O-R-M-I-R- D-E-C-O-N-C-H-A)... quando é que algum vai aceitar que me quer e viver isso, e não encher de problemas o mundo para impedir uma coisa que ele só não deseja, porque é óbvio que o outro está esperando algo no mínimo diferente? CARA, EU NÃO SEI QUE MERDA É ESSA. Mesmo!
É uma volatilidade de sentimentos sem fim, tudo é rápido, é prático demais. Durante esses últimos 5 anos em que meu coração parou de bater, apareceram várias oportunidades, e um exército de gente maluca, realmente doida, que num dia fala que te ama, e depois some, ou então querem você e mais meio mundo, mas ao invés de assumir isso, falam que te amam, que te querem de qualquer jeito mesmo que não seja verdade, mas estão mentindo pra si mesmos por quê? Por que dizer que ama , se não está sentindo? Por que parafrasear uma coisa, que não existe?
Eu acho que as pessoas ficarm burras, estúpidas! Se perderam dentro de tanto poder! estão cegas, porque podem experimentar de tudo numa fração de tempo muito curta. Mas esquecem-se que a solidão é terrível, a solidão machuca... a solidão de verdade dilacera o peito. Porque o ser humano não consegue ficar ilhado em si mesmo. Não consegue se enjaular, pois não é de sua natureza. Eu não sei onde esse mundo quer chegar com essa cultura absurda de negar que somos seres sociais.
Quero saber quando vou poder de novo, rir sozinho no trânsito por causa da lembrança de uma piada ínfame, dos sorrisos, dos mau-humores, das conversas pseudo-sérias e políticas, de ouvir histórias cabeludas da família que é quase minha... Quero sair de mãos dadas, quero ver Tv junto e reclamar do canal, quero brigar de manhãzinha por causa do cobertor e arranca-lo depois pra fazer o sexo matinal... Ouvir sininho, beijar o sapo, sentir mariposa, tremer na base...
terça-feira, 7 de julho de 2009
contínuo

sexta-feira, 3 de julho de 2009
Moacyr Goes: Teatro e vanguarda

Moacyr Goes: Diretor de teatro e cineasta
Rio - O teatro sempre evoluiu puxado pelo trabalho de grupos e companhias. Ao longo da história, a dramaturgia, os atores e o espetáculo se desenvolveram pela vanguarda do trabalho em grupo. Shakespeare teve sua companhia e sem ela dificilmente teria escrito tanto e tão bem, pois é no exercício contínuo que é possível aperfeiçoar a técnica e sofisticar a elaboração temática. Molière teve seu grupo, assim como Brecht, Stanislavski e outros que mudaram o teatro moderno.
Por aqui, foram as companhias estáveis que também fundaram o moderno teatro brasileiro, e os grupos avançaram na invenção de uma cena contemporânea. Numa cidade como o Rio de Janeiro, no panorama teatral devem conviver grupos profissionais estáveis e produções comerciais.
E como isso se dá? Através do reconhecimento pelo poder público da importância do trabalho de longo prazo dos grupos e da necessidade de sua sustentação.
A produção dos grupos e companhias tem outra referência da comercial: a investigação de linguagem e a abordagem mais profunda de suas temáticas. Isso, sem prazo longo, é impossível, porque seu modo de produção não interessa ao mercado comercial.
Na nossa realidade, os grupos e as produções comerciais se embolam na luta por patrocínios e espaços. Por isso, é muito importante que as políticas públicas reconheçam as especificidades e criem mecanismos diferenciados.
Essa é uma sugestão que faço tanto a Adriana Rates quanto a Jandira Fegalli, secretárias de cultura do estado e do município. E creio que ambas sabem disso. O que não sei é se seus orçamentos dão para tal empreitada.
http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/html/2009/6/moacyr_goes_teatro_e_vanguarda_15973.html
