um dia é certo que melhore
será?
Talvez melhore um pouco
talvez dê até pra notar
perceber
amar os pequenos momentos
coisas boas são tão raras
por que?
são preciosas, luminescentes
garbosas
as coisas boas acontecem
as vezes a gente nem vê
tapa os olhos
as vezes a gente nem sorri
chora.
essas coisas vem e vão
deixam saudade
volta e meia aparecem
completam
dão sentido a isso tudo
por isso
sempre haverá um dia
que tudo
melhore
pelo menos um pouco.
sábado, 8 de dezembro de 2012
today
Há pouco tempo eu estava conversando com um amigo sobre
continuar a fazer teatro. E ele me disse com pouco pesar, satisfeito, que não
iria mais continuar. Ele que tem uma longa e preciosa carreira, lembrado pelos
seus feitos em sua praça. Disse que não continuaria porque não havia mais
porque nem pra quem.
Grandes questões levantadas numa pequena conversa ao
telefone. De fato, fazer teatro no século XXI deve corresponder automaticamente
a essa questão: pra quem?
Quem é esse público ávido por uma arte milenar que
atravessou dois mil e quinhentos anos? Quem é essa gente que deseja teatro? O
que esse povo deseja? Se são nossos colegas, porque nos pressionam tanto para
que seus gostos sejam priorizados? Fiquei reflexivo quanto ao questionamento,
pois eu não sei se sou capaz de desenvolver uma solução para a questão. Afinal,
faço teatro para quem? Meu público em Vitória, é jovem. Acostumado a uma serie
de divertimentos, onde o teatro é um extra, um bônus social, uma espécie de
primo pobre do cinema. Tem os amigos,
que são grande parte. Totalmente parciais, clamam por risadas, por mulheres
bonitas no palco, por obras espetaculares. Ainda é incrível que os amigos, quando
artistas querem uma obra completamente diferente da anterior, descoordenada da
sua linguagem artística definida por você ao longo do trabalho, em processo de
construção, talvez eu nem saiba qual é ela ainda. Quem são as outras pessoas,
admiro muito o público esporádico, que vai assistir somente o que lhe convém,
quando, pode e quando há estacionamento. Admiro porque ele é misterioso, segue
a orientação de sei lá o que e comparece à sala para uma exibição de qualquer
coisa ao vivo.
O grande porém é que
esta massa é pequena. Ela não comparece aos montes, porque o teatro para elas
não é mais interessante. As apresentações lotam algumas vezes, geralmente no
início da temporada ou no fim, e quase
sempre quando a entrada é franca.
O questionamento do meu amigo é muito válido, enfrentar
meses de ensaio, perrengues de toda a ordem e no fim, quem verá o resultado
daquilo? Quantitativamente e qualitativamente? Pra quem dedicar um pedaço do
que você acredita, senão para você mesmo? Pra quem enfrentar as duras críticas,
as fofocas, os desentendimentos, as brigas e os amores? Que orgulho é esse que
nos leva dar o nosso ponto de vista sobre algo, para ninguém , ou para poucas
pessoas. Sempre digo que o teatro passa por uma crise. E ele passa mesmo. Nesses
dez anos de trabalho me sinto um resistente desejando que minha plateia não
fique vazia. Desejando que algum órgão me financie. Desejando que no próximo a
perda financeira seja pelo menos recompensada por uma boa exposição midiática.
Afinal qual é o propósito de exibir um trabalho em que a plateia é fator
determinante, uma vez que esta prefere os gladiadores em ringue octogonal pela TV.
É assustador pensar que o teatro evoluiu até chegar ao linchamento
de sua viabilidade econômica.
Não é possível o retorno de bilheteria, fazemos teatro para
continuarmos fazendo. É o que nos move eu acho. É não parar. É não desistir.
Então porque? Acho que essa inquietação que estou tendo
hoje, faz parte de uma série de inquietações de 2012 em que não consegui pauta
para trabalhar. Para difundir o meu trabalho, para poder cobrar ingressos, e de
todos os editais que participei sei , talvez, que na maioria outros grupos
poderiam ter trabalhos bem mais relevantes.
Mas o que é relevante aqui? O que faz o teatro ser relevante? É a visão
do artista proponente? Ou é a plateia? O interesse do público não seria o que
define a importância da obra?
Eu estou em crise, comigo, com o teatro, com a arte. Com a
profusão de conhecimentos e desconhecimentos, estou numa crise boa, de aprendizado,
onde o novo está sendo surpreendente. Onde conhecer pessoas novas está me
ajudando a abandonar lentamente o passado e me apegar a um futuro de esperança.
De que coisas boas e novas estão a caminho. De que é possível fazer algo pelo
que eu acredito, e para quem eu acredito que vá gostar, para os que eu suponho
que vão compreender alguma coisa das imagens que eu quero exprimir.
Uma crise que me faz refletir todos os dias sobre o meu
papel nisso tudo, que dita a importância que eu quero ter, que o meu grupo deve
ter, a importância de ter um trabalho corente com a minha pesquisa , com o meu
entendimento sobre a arte. Não só a contemporânea. Ou com o que estamos
tentando fazer dela.
Mas que essa arte do nosso tempo, seja feliz, seja boa. E
que tenha alguém para assisti-la.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
o ser humano não deu certo.
talvez se não tivesse sido feito de barro
os corações feitos de aço, é bem verdade
de pedra maciça
não há coração
não há alma que sustente
estamos na era da descrença em nós mesmos
vivemos um submundo subdesenvolvido de uma vida efêmera
somos formigas com vontades de deuses
somos ativistas de causa nenhuma
não deu certo
o que pode fazer o homem feliz?
o que é o humano?
todos estão certos
dentro do seu desconhecimento de função.
sábado, 14 de julho de 2012
as vezes tenho vontade de falar para que todos ouçam o que acho do mundo mas reflito um pouco e me deparo com a sensação de ser inútil afinal quero que as pessoas entendam ou que sinto que elas reflitam ou que elas mudem nada seria somente um escape como este a seguir tenhov ontade de falar para um fulano ou outro cadê onde está a tua obra não faço sei a resposta para outros tenho vontade de dizer ei não percebeu o que aconteceu qual o seu problema o sinal estava fechado aquela pessoa não podia esperar eu tinha que ter recebido mais essas coisas não são suas isso é inveja eu te odeio eu te amo mas você não escuta você é burro (a) não raciocina você tem certeza que eu fiz isso ou você achou que eu fiz não eu não peguei não você está confundindo as coisas cale a boca pare de jogar verde não faça maldade porque disse isso eu fiz tudo que eu poderia fazer você é um bosta idiota estúpidos tem sangue vai embora vão todos embora tem uma faca entranhada nas minhas costas muito pelo contrário reveja repense o que fez seja honesto não dá é impossível eu não posso são só palavras desejos na minha mente e um último não eu não vou desistir
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Estava prestes a desligar este canal. Entretanto constatei que aqui é o único lugar que as coisas são só minhas. E que eu posso controlar sem medo de retaliações. Estou longe, há muito, do meu propósito com este blog... Apesar de triste, voltei para dizer que hoje eu desejo o pior para algumas pessoas desse mundo.
quarta-feira, 28 de março de 2012
inversão
Em recente entrevista na Ilha, me perguntaram porque eu "não permitia que nenhum outro diretor dirija meus textos"... Achei engraçado a pergunta, porque no fim das contas não sou eu quem deve chamar uma pessoa para dirigir, pelo contrário, devem me encomendar, me pedir um texto para avaliar posto o desejo de trabalhar com a minha dramaturgia. Já montei seis espetáculos meus, ninguém nunca me procurou em 10 anos me solicitando um texto, estaria na hora se houvesse interesse, não?
sexta-feira, 23 de março de 2012
Suponho que o João Carvalho deve ganhar o BBB porque o filho do Eike Loucura tem um carro de 2.7 milhões e somente 51 pontos na carteira e nem fez participação ao lado de Narcisa no Mulheres Ricas, devido a estrutura política acreditar que o ECAD é uma máfia que deve comemorar seus lucros junto a algumas Igrejas que estão totalmente desinteressadas com a paz mundial assim como as Panicat's que não vão trabalhar na BAND. Baseado nisso, Fael e uma outra que não lembro o nome fazem escolhas erradas, que podem quisá atrapalhar a votação da Lei da Copa, o que quer dizer que o Crô pode revelar em breve que "be or not be" não é a questão, assim como se a CHEVRON é culpada de vazar 5 gotas ou 5 mil toneladas de óleo de sua perfuração no umbigo do Príncipe Harry Potter que esteve no Brasil para filmar a Pedra Filosofal em 3D. Dessa forma minha primeira suposição vai de encontro ao nosso grande problema mundial que é o Adriano não poder posar mais para a Empório Armani, porque desistiu de jogar futebol e se concentra somente no mercado do entretenimento deixando de lado a boa forma.
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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